Projetos

Detalhamento dos projetos nos municípios, com informações sobre o local e perfil das famílias.

Betim

Betim está situada na região metropolitana de Belo Horizonte, distante 35 Km da capital do estado de Minas Gerais. É uma das principais cidades de Minas Gerais, sendo considerada a 2º economia do estado, atrás apenas da capital do estado. Conhecida mundialmente pelo grande parque industrial, onde abriga, entre outras, empresas como Fiat Automóveis e Refinaria Gabriel Passos, Betim recebe atrai pessoas de várias parte do estado e do país, atraídas por empregos e melhores condições de vida. Como é comum em regiões metropolitanas, Betim sofre com esse crescimento rápido e desordenado.

No Assentamento Dom Orione local onde aconteceu o Projeto Gaia, distante 15 km do centro de Betim,  vivem 33 famílias,  que receberam a definitiva da terra a 10 anos. As famílias vivem da agricultura familiar, o mais comum é a produção de hortaliças, que é distribuída na região metropolitana.

Das 28 famílias participantes do Projeto Gaia, na sua maioria, vivem do que produz nas suas terras. Em 45% das residências tem renda de aposentadoria, e se somarmos aqui as famílias que recebem algum tipo de pensão ou estão inseridas nos programas de transferência de renda do governo, esse percentual sobe para 57%.

71% das famílias do Assentamento Dom Orione utilizam fogão a lenha. As famílias já percebem a dificuldade do acesso a lenha, visto que na região, os terrenos são pequenos, e tem área se preservação, onde é proibido coletar lenha. VER DETALHAMENTO

Urucânia - Usina Jatiboca

A  Usina de Jatiboca, fundada em 1920, fica no município de Urucânia, a 200 km de Belo Horizonte, próximo a Ponte Nova.

Atualmente a empresa tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão de sacas de açúcar e até 32 milhões de litros de álcool por ano. Sua área própria plantada de cana é de 9000 ha e de fornecedores, 2000 ha. Tem 900 funcionários fixos, e mais 600 são contratados durante a safra de cana-de-açúcar. Na última safra (2005); foram produzidos 4.986.769 milhões de litros de álcool hidratado; 8.750.634 milhões de litros de álcool anidro; 984.149 mil sacas de 50 kg de açúcar e 21.630.225 Kg de melaço.

A Usina de Jatiboca selecionou 20 famílias de funcionários para participar do Projeto Gaia, e doa 5 litros de álcool por dia para cada família. O teste iniciou em maio, e foi prorrogado até final de dezembro de 2006.

As famílias residem em casas de propriedade da Usina de Jatiboca, em diversas comunidades. 15 famílias estão no entorno da usina, em diversas “vilas”, em comunidade rural. Também temos 4 famílias a cerca de 30 km da usina, no distrito de Ana Florência, pertencente ao município de Ponte Nova, e 1 família no distrito de Cardosos, que é urbano.  A maioria desses funcionários trabalha nas plantações de cana-de-açúcar.

Chegamos a Usina de Jatiboca através de contato com a Siamig - Sindicato dos Usineiros do estado de minas gerais. Foi muito importante aqui a parceria com a  Usina de Jatiboca, que doou o álcool para as famílias participantes.

Em Jatiboca, 80% das famílias utilizavam fogão a lenha, em conjunto com o fogão a gás. Muitas residências usavam a lenha para esquentar a água do banho, como forma de economizar a energia elétrica. Todos os participantes são assalariados, funcionários da Usina de Jatiboca, chegando a aumentar a renda durante a safra de cana-de-acúcar, trabalhando por produção, ou mesmo com outro membro da família trabalhando no período. VER DETALHAMENTO

Salinas

Salinas fica a 610 km da capital do estado, e está localizada na divisa do Norte de Minas com o Vale do Jequitinhonha,  localizado no semi-árido mineiro. Apesar de ser uma cidade considerada de pequeno porte, Salinas é referência para os municípios do entorno, principalmente em relação ao comércio e serviços de saúde. Salinas ficou conhecida mundialmente como a “capital mundial da cachaça”, bebida típica brasileira, de alto teor alcóolico. São inúmeras as famílias que vivem dessa atividade.

Em Salinas, o Projeto Gaia aconteceu em região urbana, no Bairro Santo Antonio, distante cerca de 3 km do centro da cidade.  A Prefeitura Municipal de Salinas e a Associação do Bairro Santo Antonio tem nos dado o apoio logístico necessário ao projeto. Foram 38 famílias selecionadas para o Projeto Gaia, e ainda 1 unidade na creche, administrada pela Associação. Temos ainda 1 unidade na EAFSAL – Escola Agrotécnica Federal de Salinas, que possui  o primeiro curso no país em “Tecnologia de Cachaça de Alambique”, onde estamos tentando viabilizar uma parceria para a produção de álcool, na fazenda-escola da instituição. A EAFSAL utiliza o fogão CleanCook em salas de aula, e também em eventos que participa.

Em Salinas, são muitos os produtores de cachaça de qualidade. Para a produção dessa cachaça de qualidade, cerca de 20% da produção é desprezada. Esse parte residual, se novamente destilada, em equipamento apropriado, dá para se produzir álcool. Salinas tem hoje 3 micro-destilarias de álcool, e muitos produtores interessados na produção, e foi o que nos motivou a trabalhar no município.   Das famílias que participaram do Projeto Gaia em Salinas, são poucos os que tem tem trabalho regularizado (carteira assinada), e  esses ganham menos que o salário mínimo. Muitos vivem de “bicos”, e passam dificuldade. Algumas donas de casa fazem biscoitos para vender, para aumentar a renda da família. Para essas famílias, a maior vantagem do Fogão CleanCook é poder comprar o álcool em pequenas quantidades.

Em Salinas, 85% das famílias utilizam o fogão a lenha, e muitos chegam a gastar em média 2 horas por semana para a coleta. Muitas compram a lenha, devido a não ter disponibilidade da lenha no entorno. VER DETALHAMENTO

Camping Véu da Noiva

Deixamos 5 unidades do fogão CleanCook em um camping, a cerca de 100 km de Belo Horizonte, onde era oferecido as pessoas que ficavam acampadas, e com previsão de cozinhar.  Devido ao período muito frio na região,  o camping esteve pouco freqüentado por pessoas que acampavam, a maioria do visitantes apenas passava o dia no local e fazia as refeições no restaurante do local.

Das pesquisas avaliadas, 100% achou o tempo de cozimento bom, comparando com fogão a gás. 55% dos usuários reclamou da dificuldade em acender o fogão. Sobre isso, analisamos que grande parte das reclamações foi devido ao frio no local, e 22% dos usuários não tinha fósforos, improvisando com papel.  67% dos entrevistados mostrou-se interessado em adquirir uma unidade do CleanCook.